Como funciona o FIES a partir de 2018

Roberta Rinaldi Notícias

Inúmeros estudantes de todo o Brasil almejam entrar em uma instituição de ensino superior para darem prosseguimento aos estudos que, futuramente, garantirão a eles melhores oportunidades profissionais. Sabemos que a concorrência para uma vaga em instituições públicas e estaduais é alta, e a mensalidade em faculdades privadas não é acessível a todos. Pensando nisso, o governo, por meio do Ministério da Educação, criou o Fundo de Financiamento Estudantil, programa que financia a graduação de estudantes que desejam entrar em uma instituição particular, mas que não têm condições de arcar com a mensalidade.

Quem pode solicitar o FIES?

  • Quem fez Enem a partir de 2010, tiver uma renda familiar mensal de até 5 salários mínimos por pessoa, estiver matriculado em uma instituição de ensino superior parceira do programa de assistência e obtiver uma avaliação positiva junto ao MEC dentro desta instituição poderá solicitar o financiamento.

São três etapas:

  • Inscrição no SisFIES, por meio do site fiesselecao.mec.gov.br;
  • Validação das informações prestadas;
  • Contratação do financiamento.

Quem não pode solicitar o FIES?

  • quem não tenha sido selecionado no processo conduzido pelo MEC;
  • quem tem matrícula trancada em alguma graduação;
  • quem já foi beneficiado com financiamento do FIES;
  • quem está inadimplente com o Programa de Crédito Educativo (PCE/CREDUC);
  • quem possui bolsa integral do ProUni;
  • quem já concluiu uma graduação;
  • quem tenha obtido média geral no Enem inferior a 450 pontos e/ou nota zero na redação;

O FIES é um facilitador, mas o candidato deve ficar atento às regras para garantir o benefício.

Antes o aluno tinha até 3 vezes o período da faculdade mais 12 meses como prazo para quitar a dívida. Então, por exemplo, se o curso teve duração de 4 anos, o estudante teria 13 anos para pagar o governo. O prazo máximo para quitar a dívida é de 14 anos.

Agora o prazo máximo continua o mesmo, mas há desconto automático de até 10% do salário assim que o graduado consegue um emprego. Caso não tenha renda, perca o emprego ou desista do financiamento, o estudante deverá pagar um valor mínimo mensalmente.

Há três modalidades para concessão de financiamento a partir de 2018:

1ª) Serão disponibilizadas 100 mil vagas a juro 0% para quem declara renda familiar por pessoa de até 3 salários mínimos;

2ª) 150 mil vagas a juros de até 3% para quem declara renda familiar por pessoa de até 5 salários mínimos. Este financiamento é voltado para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

3ª) 60 mil vagas para os suprir candidatos que declararem renda familiar de até 5 salários mínimos. Para esta modalidade, a taxa de juros será definida pelo banco financiador.

Estudantes que conseguirem bolsa Prouni de 50% poderão recorrer ao Fies para financiamento da outra metade da mensalidade, caso a faculdade em questão esteja em parceria com os dois programas.

A inserção no ensino superior está cada vez mais democrática. Os programas e ações do governo tendem a ampliar o acesso e a facilitá-lo aos menos favorecidos. Acesse o portal sisfiesportal.mec.gov.br, esclareça suas dúvidas e garanta sua entrada na faculdade! 😉

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